Inicia-se hoje a nova campanha do nosso escritório que trará temas que envolvem o mercado de Private Equity e Venture Capital que em português pode ser traduzido para investimentos de capital de risco.

Dessa forma, nesse post, vamos tratar dos aspectos iniciais e introdutórios, acerca das definições e conceitos absorvidos pela prática brasileira.

Afinal, o que é Capital de Risco?

De forma resumida, é todo aporte de capital em empresas, no qual o investidor entra como sócio ou ganha a possibilidade de ingressar em momento futuro.

Os aportes de capital podem variar em relação ao volume (quantidade de dinheiro investido) e em relação ao momento em que empresa se encontra, por exemplo, podem se dar em empresas embrionárias, a exemplo das startups, bem como, em empresas já consolidadas no mercado.

O primeiro nível é o investidor-anjo ou angel investor.

É a menor de todas as operações, geralmente por volta de 50 a 500 mil reais, para financiar um negócio que está incipiente, com poucas formalidades. Na prática, o investidor anjo comumente é uma pessoa física que vislumbra uma oportunidade no pequeno negócio, e que também pode agregar na “sofisticação” da gestão.

O segundo nível seria o Seed Capital ou Capital Semente, com aportes de capital por volta de 500 mil a 2 milhões de reais.

O mercado do capital de risco é um mundo que vem com o dinheiro e também com muitas obrigações. Geralmente, o investidor exige o cumprimento de diversas determinações para diminuir o risco do seu investimento.

O acompanhamento dessas operações por um bom advogado é primordial. Especialmente para tratar da relação societária que está para surgir, das formalidades empresariais e contratuais, de uma possível auditoria legal (due diligence) que deva ser realizada, etc., principalmente para evitar futuros conflitos que possam prejudicar a empresa.

O terceiro nível seria o Venture Capital. São aportes em empresas já amadurecidas que necessitam de capital para crescer mais, geralmente são aportes entre 2 e 10 milhões.

E por último o private equity, que nada mais é do que o investimento em empresas consolidadas no mercado em que atua, com aportes superiores a 10 milhões sem teto a alcançar.

Por fim, é importante ressaltar que o entendimento sobre a aplicabilidade das terminologias citadas é difuso, visto que todos esses conceitos de investimentos são considerados capital de risco, sendo a única diferença o volume do aporte de capital e o momento em que a empresa se encontra.

Gostou da nossa publicação? Deixe seu comentário!

Qualquer dúvida fique a vontade para entrar em contato que eu responderei com maior prazer.

Por Kim Medeiros.


Kim Medeiros

Kim Ferreira de Melo Medeiros, Bacharel em Direito pela UNIRN, Consultor Jurídico e Advogado pós-graduando em Direito Societário pela Faculdade Brasileira de Tributação, membro da Comissão de Direito Empresarial da OAB/RN, da CDL Natal/RN e da Rede Potiguar de Mentores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pt_BRPortuguese (Brazil)
pt_BRPortuguese (Brazil)