Afinal, por que uma empresa busca investimentos de capital de risco?

Antes de adentrar no tema principal, gostaria de indicar o filme “Piratas do Vale do Silício” que retrata a história de Steve Jobs e do Bill Gates, abordando como se cruzaram no passado.

O filme mostra como foi traçado o caminho de ambas empresas e a importância dos investimentos de capital de risco para o desenvolvimento da tecnologia nos EUA.

Hoje, se você tem um negócio ou uma ideia que necessita de capital para desenvolvê-la existem duas formas de capitar esse dinheiro:

(1) através de dívida;

(2) aumentando o capital social, ou seja, seu patrimônio líquido, trazendo mais um sócio para a operação; ou

(3) a própria pessoa adiciona o capital a companhia (bootstrapping).

Geralmente, quando se está tratando de capital de risco, estamos diante de um aporte no capital social, como já abordamos no seguinte artigo.

Desse modo, não se trata de contrair dívidas visto ser outra forma de captação de recursos.

Contudo, é sabido que há formatações jurídicas de capital de risco que utiliza instrumentos híbridos de formação de dívida somados a possibilidade de conversão em participações societárias, em que a dívida futuramente poderá virar parcela do capital da empresa.

Superando essa parte inicial, devemos ressaltar o seguinte ponto:

Por que o capital de risco existe?

Em primeiro lugar, empresas incipientes e com baixo nível de formalidade ou sem qualquer formalidade não conseguem tomar crédito em bancos.

O filme citado no começo do artigo retrata muito bem essa realidade, quando o Jobs tenta conseguir crédito no banco e não consegue.

Além disso, contrair dívidas bancárias pode ser altamente perigoso, visto que a instituição financeira avalia taxa de juros com base no risco da operação (previsibilidade do faturamento) que no Brasil são demasiadamente altas.

Ainda, empresas incipientes dificilmente possuem bens para dar em garantia, afinal, estão iniciando sua jornada empresarial.

Por fim, comumente empresas pequenas possuem baixo nível de gestão e visão estratégica limitada, o que pode demonstrar a incapacidade de suportar situações de crise.

Dito isso, conclui-se que empresas com faturamento razoável ou irregular e sócios sem garantia, estão a margem do sistema de crédito.

Mesmo assim essa empresas necessitam de recursos para financiar seu crescimento, exatamente como relata o filme citado.

Dessa forma, as empresas buscam os investimentos de capital de risco para suprir essa lacuna de financiamento cedendo participações societárias de sua empresa para o investidor que comumente possui conhecimentos em gestão, buscando melhora-la.

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Por Kim Medeiros.


Kim Medeiros

Kim Ferreira de Melo Medeiros, Bacharel em Direito pela UNIRN, Consultor Jurídico e Advogado pós-graduando em Direito Societário pela Faculdade Brasileira de Tributação, membro da Comissão de Direito Empresarial da OAB/RN, da CDL Natal/RN e da Rede Potiguar de Mentores.

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